Novo livro Books2bits em Acesso Aberto
Inauguramos a coleção Ensaios.Pensares pluriversos, direção de Jairo Marcos, com o livro "Passageira em transe/transição" de Andrés Olaizola.
Leia este livro em Acesso Aberto en Lector Enriquecido Adaptativo: https://books2bits.com/olaizola/Olaizola/5912465001/
SinopseAs tecnologias de informação e comunicação que começaram a se desenvolver após a Segunda Guerra Mundial e que experimentaram uma complexidade técnica a partir das últimas décadas do século XX e primeiros anos do século XXI, fruto da digitalização dos meios de comunicação, do aumento do armazenamento capacidade e velocidade de processamento dos equipamentos, portabilidade e interconectividade dos dispositivos, transformaram as formas de arquivar informações, construir conhecimento, ler e escrever. Ambientes digitais interligados, com suas características distintivas e formais, permitem ampliar as concepções de escrita e leitura. A literatura impressa, portanto, encontrará o eletrônico, o digital, no que Juan José Mendoza chama de "encruzilhada interdiscursiva" que define um dos contextos interculturais mais paradigmáticos para pensar os escritos do presente.
A literatura e o literário, nos livros sobre os quais Olaizola reflete, delineiam trajetórias entre o digital e o impresso, e ao fazê-lo, quando estão prestes a formar-se, por meio de uma prática, em um objeto/texto/projeto, no quadro de um meio, de um dispositivo específico, com suas potencialidades e limitações estéticas e comunicacionais, não o fazem. Evitam a vontade e o poder de se tornar objeto/texto/projeto acabado, e se estabelecem em transe permanente a partir do trânsito na esfera digital e na esfera impressa e também através delas. A literatura hoje se desenvolve em um cenário onde a transmidialidade é mais um procedimento estético; e justamente a transmidialidade, que se baseia na passagem de um elemento de um meio para outro, implica um processo de transposição, pois um tema, estética, história, discurso, personagem, mundo, entre outros aspectos, deve ser traduzido para outra linguagem, para outro modo de composição. De fato, espera-se que cada meio desenvolva suas potencialidades comunicativas e estéticas e, ao mesmo tempo, preserve sua especificidade. Os textos, os projetos, os objetos literários latino-americanos que realizam passagens entre o impresso e o digital assumem essa transposição, que a tradução é uma das formas de escrita. Esses trânsitos/transes da literatura implicam o cruzamento de limites, mas sobretudo, diferentes formas de vínculo com outras pessoas. Esse movimento em direção a outros espaços, a outros sujeitos ocasionam necessariamente, no mínimo, uma interpelação e, no máximo, uma transgressão e uma subversão.
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